Lançado originalmente em 3 de fevereiro de 2000 como um exclusivo de peso para o Sega Dreamcast, Resident Evil: Code Veronica foi um divisor de águas. Ele marcou a entrada da icônica franquia da Capcom na era dos 128 bits e trouxe inovações que mudaram a saga para sempre. [1, 2]
Mesmo após décadas e com as discussões modernas sobre um possível remake, a versão clássica continua sendo um dos capítulos mais fascinantes e desafiadores da franquia. Mas você conhece os bastidores por trás desse clássico?
A Maior Polêmica: O Verdadeiro RE3?
Uma das maiores discussões entre os fãs de longa data é se Code: Veronica deveria ter sido o verdadeiro Resident Evil 3. [1, 2]
A verdade de bastidores é que a Capcom tinha um contrato de exclusividade com a Sony para manter os jogos numerados principais no PlayStation. Como Code: Veronica estava sendo desenvolvido do zero para o console da Sega em uma parceria com a Nextech (uma subsidiária da própria SEGA), ele recebeu o subtítulo em vez do número “3”. Cronologicamente e em termos de avanço de enredo, ele funciona como a verdadeira sequência direta de Resident Evil 2, mostrando Claire Redfield continuando sua busca por Chris. [1, 2, 3, 4, 5]
Revolução Tecnológica nos Anos 2000
Antes de Code: Veronica, todos os jogos da série utilizavam os famosos cenários pré-renderizados — que eram basicamente imagens estáticas de fundo com personagens 3D se movendo por cima.
O clássico do Dreamcast mudou tudo ao ser o primeiro da franquia com ambientes totalmente poligonais em 3D tempo real. Isso permitiu que a Capcom criasse câmeras dinâmicas que seguiam os passos de Claire pela Ilha Rockfort, aumentando drasticamente a imersão e o clima gótico de terror europeu. [1, 2, 3]
Curiosidades de Bastidores Que Poucos Sabem
- Ia ser uma história sobre a Segunda Guerra Mundial: O plano inicial do roteiro envolvia Jill Valentine investigando um laboratório na Europa com vilões fortemente inspirados em militares da Segunda Guerra. Temendo o banimento do jogo em países como a Alemanha devido às referências visuais, a Capcom mudou o foco para a família Ashford e o terror puramente vitoriano. [1]
- Leon Kennedy quase morreu no jogo: Nos primeiros rascunhos da história, Leon faria uma aparição e encontraria o seu fim na ilha. A ideia foi descartada e o personagem acabou sendo substituído por Steve Burnside (que herdou traços visuais parecidos com os de Leon). [1]
- As diferenças da versão “X”: A primeira versão lançada para o Dreamcast não possuía o subtítulo “X” (ou Complete Version no Japão). Essa versão posterior, que chegou ao PlayStation 2 e GameCube, adicionou cerca de 10 minutos de cenas inéditas detalhando o retorno e os poderes de Albert Wesker, além de mudar discretamente o corte de cabelo do Steve. [1, 2, 3]
O Legado de um Clássico “Dificílimo”
Até hoje, Code: Veronica é lembrado por ser um dos títulos mais longos e difíceis da era clássica de Resident Evil. Sem o gerenciamento correto de munição e ervas entre Claire e Chris, o jogador pode facilmente ficar preso de forma irreversível nas batalhas finais, o que garantiu a ele uma reputação “casca-grossa” que os fãs raiz tanto respeitam. [1]
Seja pela trilha sonora orquestrada impecável, pelo clima bizarro dos irmãos Alfred e Alexia Ashford ou pela introdução do vírus t-Veronica, o jogo original continua sendo uma obra-prima imperdível do survival horror. [1, 2]

